Um ensaio clínico de fase 2 conduzido nos Estados Unidos mostrou resultados expressivos no uso de canabinoides para tratar agitação em pacientes com demência avançada. O estudo, chamado LiBBY, testou uma formulação oral específica de THC e CBD em pacientes elegíveis para cuidados paliativos.
A pesquisa foi conduzida pela Medical University of South Carolina (MUSC), em parceria com a University of Southern California e a Georgetown University, e incluiu o VA Health Care System de Charleston como um dos centros de coleta de dados. Os resultados foram apresentados em julho de 2026 na Alzheimer's Association International Conference, em Londres.
Os resultados
Após duas semanas de tratamento, 83% dos pacientes que receberam a combinação THC:CBD responderam ao tratamento, contra 30,5% no grupo placebo. Em 12 semanas, o índice de resposta chegou a 87,2% contra 23,6% no placebo.
A agitação atinge cerca de 45% dos pacientes com demência nas últimas fases da doença e costuma ser tratada com antipsicóticos, benzodiazepínicos e opioides, que trazem efeitos colaterais significativos em pacientes frágeis.
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