Um comitê do Ministério da Saúde de Israel recomendou, no início de maio de 2026, eliminar gradualmente a cannabis fumada ao longo de três anos, reduzir concentrações de THC e transferir a responsabilidade do tratamento para as operadoras de saúde israelenses (HMOs). Ainda em maio, porém, o próprio ministro da Saúde, Haim Katz, congelou a implementação das recomendações.
O que o comitê recomendou
- Eliminação gradual, em três anos, da comercialização e do uso de cannabis fumada, com exceção para pacientes acima de 75 anos e pacientes terminais.
- Novos pacientes começariam o tratamento com extratos ou inaladores de precisão, não com flor fumada.
- Incentivo financeiro para produtos considerados mais seguros que a flor fumada.
- Transferência da responsabilidade pelo tratamento da Unidade de Cannabis Medicinal do Ministério da Saúde para as operadoras de saúde, que passariam a cuidar de diagnóstico, aprovação, monitoramento e dispensação.
Por que a reforma foi pausada
Por que isso importa mesmo assim
Israel é um dos mercados de cannabis medicinal mais maduros do mundo, com cerca de 130 mil pacientes licenciados, uma das maiores bases per capita do planeta, e mais de 94% dos produtos consumidos ainda na forma de flor fumada. O fato de o próprio Ministério da Saúde ter proposto migrar para um modelo padronizado, mesmo que pausado por enquanto, sinaliza para onde o debate regulatório internacional está caminhando: menos flor fumada, mais produto farmacêutico padronizado.
O que isso significa para quem trata no Brasil
O modelo israelense é referência frequente no debate regulatório brasileiro, justamente por ser um dos países com mais tempo de experiência em cannabis medicinal integrada ao sistema de saúde. A tentativa, mesmo pausada, de migrar para produtos padronizados dialoga com a lógica que a Anvisa já vem adotando no Brasil, priorizando extratos e produtos com composição controlada. Mas nada muda, hoje, na regulamentação brasileira por causa dessa proposta israelense.
Perguntas frequentes
A cannabis fumada foi banida em Israel?
Não. A recomendação do comitê foi congelada pelo próprio ministro da Saúde antes de entrar em vigor.
Por que o ministro da Saúde freou a proposta?
Ele alegou que restringir o acesso, mesmo com o objetivo de aumentar a segurança, prejudicaria pacientes que já enfrentam dificuldade para conseguir prescrição.
Essa mudança afeta pacientes brasileiros?
Não diretamente. É um sinal de tendência internacional, não uma mudança de regra no Brasil.
Porque, quando o assunto é saúde, a melhor decisão começa com a informação certa.
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