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Brasil autoriza o cultivo de cannabis para fins farmacêuticos

Pela primeira vez, empresas brasileiras podem cultivar cannabis em território nacional, mediante autorização sanitária específica.

Cultivo autorizado no Brasil

Em 28 de janeiro de 2026, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou um novo marco regulatório que autoriza, pela primeira vez, o cultivo de cannabis em território nacional por pessoas jurídicas, exclusivamente para fins farmacêuticos e científicos. A norma, a RDC 1.013/2026, foi publicada no Diário Oficial da União em 3 de fevereiro de 2026 e entra em vigor seis meses após a publicação.

O que a norma permite

Empresas podem cultivar variedades de cannabis com até 0,3% de THC, mediante uma Autorização Especial, a AE, concedida pela Anvisa após inspeção sanitária prévia. A empresa autorizada precisa manter mecanismos de rastreabilidade, controle e segurança em toda a operação, do plantio à colheita.

De onde veio essa mudança

Em novembro de 2024, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da produção de cannabis para fins medicinais e farmacêuticos no Brasil, e determinou que a União e a Anvisa regulamentassem o tema. A RDC 1.013/2026 é a resposta regulatória a essa decisão.

O que isso muda para o paciente

Essa autorização não é para pessoa física, é para empresas que produzem insumos e medicamentos. Na prática, ela cria as condições para que, no futuro, mais produtos de cannabis medicinal sejam fabricados dentro do Brasil, com potencial de reduzir custo e prazo de acesso, hoje concentrados na importação.

Fontes: RDC 1.013/2026, Anvisa. Cobertura: laborgene.com.br, “Brasil dá um passo histórico: Anvisa regula a produção de cannabis medicinal”; wecann.academy, “Novas Regras da Anvisa para Cannabis Medicinal 2026”.

Conteúdo de caráter educativo e informativo. Não substitui orientação médica ou jurídica individualizada.